
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Acreditar? Talvez...
E se tudo não passar de uma eficiente campanha de marketing?
20 Janeiro 2009
Barack Hussein Obama
Tomou posse
44º presidente das américas
O 1º meio branco meio negro, um bocadinho africano, asiático, americano.
Como diz o cego:
A ver vamos.
20 Janeiro 2009
Barack Hussein Obama
Tomou posse
44º presidente das américas
O 1º meio branco meio negro, um bocadinho africano, asiático, americano.
Como diz o cego:
A ver vamos.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Meshugga Beach Party

Isto é um granda som!
Vai-se a ver e a surf music que apareceu na costa do pacífico dos EUA deriva daquelas músicas do Líbano, Israel, Palestina, Egipto...
Aparições de Maio

Aparições de Maio
Hoje, apareceram-me duas vendedoras jovens e que se via estarem no primeiro dia de trabalho. Isto anda mesmo mal. Andavam a vendar uns livros infantis de capa dura, magnificamente arrumados numa bela caixa de cartão toda colorida, uma muito útil calculadora que, ao tocar num botão, se abria em várias fases, assim tipo boneco robot. Só não tive foi o prazer de ver o fantástico terceiro artigo. Era uma promoção especial do dia: o que no mercado custa 20 estava agora ali à minha frente apenas por 10 euros. Era aproveitar.
Esta sociedade produz empregos de merda para os jovens e depois vem um presidente fingir-se admirado com o desligamento dos mais novos em relação ao paraíso atlântico que nos vão legar. Ou é péssimo actor, ou então nem tem a noção dessas coisas. Eu acho que é a mulher que lhe escreve os discursos. É a mais aparecida das mulheres de presidentes. Há um trabalho de imagem investido naquilo. Vê-se.
Xutos & Pontapés
Bendito é o fruto do vosso ventre
Parecemos uma cobaia lá daqueles tipos do Bilderberg, os que estão a fazer da Europa um joguete dos planos sionistas de controlo do mundo. Eu não sou contra judeus, nem contra outros credos, atenção. Uma coisa são crenças que existem em todas as culturas, outra coisa é a manipulação das ideias, o seu esvaziamento pelos oportunistas para dominarem os povos e levarem-nos actuar em massa como eles querem. É mais eficaz induzir as massas, e quantos mais, melhor.
O problema principal é aquilo de Israel. Um gajo vê o alargamento a leste, Chipre, a seguir a Turquia que pega com o Líbano, a Síria, e estes com Israel a norte e a nordeste. Depois soube que Berlusconi lidera já uma corrente de apoio à adesão de Israel à EU. Em Jerusalém, emitui-se em 1995/6 uma moeda de colecção, com a bandeira da EU, aquela das estrelas (estrelas, como nos EUA, tás a ver?), e com a bandeira de Israel. A moeda chamava-se Euro. Ainda nós andávamos a falar dos ecus.
Pois é, é no cu que se dão os pontapés.
Amor no Alto Seixo

Amor no Alasca
Ele: Devias escrever um romance chamado Amor no Alto Seixo.
Ela: Vou pensar nisso.
A Bola é Redonda
Adepto: O Chalana, ali dentro, é o bode respiratório do Benfica, o homem não tem culpa nenhuma.
Eu: Olhe que é bode expiatório.
Adepto: Qual quê! ele é mas é o bode respiratório e mainada!
Pomba Branca
Cravas: Êh meu, bom dia, desenrasca lá aí 20 cênts pa ir lá abaixo ao Cat, é pa apanhar o 7.
O Jorge Cravas tem uns 40 anos e vive na casa da mãe, na Qta.da Amoreira. Fica ali entre Sta Maria e a Bocage. Está prestes a ir tudo abaixo para construção de novas urbanizações. O seu dia consiste em tentar arranjar dinheiro ( sem trabalhar) para ir ao cat tomar metadona (diz ele) e ao das Das Palmeiras arranjar a dose. Faz isto há anos.
A cena de libertação do gajo é dar de comer aos pombos. Parece um puto todo divertido.
Só que - e eu já li uns comunicados no painel da Comissão de Moradores-, parece que os pombos estão na mira das autoridades sanitárias do Barreiro, porque espalham doenças e alergias e merdas dessas. Apelam à população para não dar de comer aos pombos. Já lhe disse para pensar em parar com aquilo, mas o Cravas não quer saber.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
25 DE ABRIL
Tou cá a pensar transferir esta caixa de ressonância pouco activa para aquela coisa do sapo. É que me dei conta que, crf. a digníssima tvcabo informa, tenho um limite para o international traffic. As chulices do costume para enganar pacóvios como nós. Aquelas merdas que estão em letra minúscula no contrato.
Talvez seja altura de bazar daqui depressa.
Avanti!
No dia 24 ensinaram-me a fazer umas bandeiras de papel. Este era preso a um pauzinho. Passámos o dia de aulas todo naquilo. Pintámos a bandeira portuguesa. É a primeira vez que oiço falar de país e de Portugal. Que somos todos portugueses e que devemos estar orgulhosos, felizes e esperançados em melhores dias para todos. Com Liberdade, Respeito, Amizade, Melhores Condições de Vida e por aí fora. Enfim, Boas Vibrações que emanam na comunidade em busca de um mundo melhor.
No dia 25 ensinam-me o hino e canto-o com toda a escola, acenando com a minha bandeira de papel, e grito: Viva Portugal!
Não foi aquele "viva" instituído pelo mister Scolari e aquela coisa do euro 2004. Nada disso.
Era VIVA O 25 DE ABRIL!
Com o coração.
Este foi o meu primeiro 25 de Abril e foi em 1976, quando entrei para a escola primária. Era nos confins da Beira-Baixa. Um mundo muito isolado e quase medieval na distribuição da riqueza.
Lá estava, em final de carreira, o velho director: o temível professor Ginja, que tinha uma fama do caraças. Dava uns castigos do camandro aos alunos e andava tudo na linha no outro tempo. Mas agora estava já com uns 70 anos e passava a maior parte das aulas a dormir. A malta atirava-lhe papelinos e o gajo não acordava. Era uma festa. Simbolizava o país do Salazar. Velho, caduco, parado no tempo e fechado na sua mentalidade de paróquia.
Ouço a minha avó cantar, e no rádio phillips que fazia companhia ao meu avô João, uma canção sobre uma gaivota que voava e sobre sermos livres.
Achava aquilo muito bonito. Era poético. Era algo que nos elevava para lá do mundo quotidiano, era algo que procurava alcançar um sonho, ou apenas algo melhor. Abria outras possibilidades às pessoas, individual e colectivamente. Não era bom que cada um pudesse viver à sua maneira, procurasse a sua felicidade, não atropelasse ninguém e tivesse respeito pelos outros? Não haver inimigos por perto. Era bom, sem dúvida. Eu adorava.
34 anos depois, um gajo cresceu, começou a ver o mundo, abriu a pestana, viu como é que as coisas se mexem, para onde vão, quem ganha e quem perde, quem manda e quem obedece, e dá vontade de fugir daqui para fora.
Os sonhos não movem países, mas a força da verdade sim. Só que às vezes demora muito tempo a chegar e já chega tarde.
Talvez seja altura de bazar daqui depressa.
Avanti!
No dia 24 ensinaram-me a fazer umas bandeiras de papel. Este era preso a um pauzinho. Passámos o dia de aulas todo naquilo. Pintámos a bandeira portuguesa. É a primeira vez que oiço falar de país e de Portugal. Que somos todos portugueses e que devemos estar orgulhosos, felizes e esperançados em melhores dias para todos. Com Liberdade, Respeito, Amizade, Melhores Condições de Vida e por aí fora. Enfim, Boas Vibrações que emanam na comunidade em busca de um mundo melhor.
No dia 25 ensinam-me o hino e canto-o com toda a escola, acenando com a minha bandeira de papel, e grito: Viva Portugal!
Não foi aquele "viva" instituído pelo mister Scolari e aquela coisa do euro 2004. Nada disso.
Era VIVA O 25 DE ABRIL!
Com o coração.
Este foi o meu primeiro 25 de Abril e foi em 1976, quando entrei para a escola primária. Era nos confins da Beira-Baixa. Um mundo muito isolado e quase medieval na distribuição da riqueza.
Lá estava, em final de carreira, o velho director: o temível professor Ginja, que tinha uma fama do caraças. Dava uns castigos do camandro aos alunos e andava tudo na linha no outro tempo. Mas agora estava já com uns 70 anos e passava a maior parte das aulas a dormir. A malta atirava-lhe papelinos e o gajo não acordava. Era uma festa. Simbolizava o país do Salazar. Velho, caduco, parado no tempo e fechado na sua mentalidade de paróquia.
Ouço a minha avó cantar, e no rádio phillips que fazia companhia ao meu avô João, uma canção sobre uma gaivota que voava e sobre sermos livres.
Achava aquilo muito bonito. Era poético. Era algo que nos elevava para lá do mundo quotidiano, era algo que procurava alcançar um sonho, ou apenas algo melhor. Abria outras possibilidades às pessoas, individual e colectivamente. Não era bom que cada um pudesse viver à sua maneira, procurasse a sua felicidade, não atropelasse ninguém e tivesse respeito pelos outros? Não haver inimigos por perto. Era bom, sem dúvida. Eu adorava.
34 anos depois, um gajo cresceu, começou a ver o mundo, abriu a pestana, viu como é que as coisas se mexem, para onde vão, quem ganha e quem perde, quem manda e quem obedece, e dá vontade de fugir daqui para fora.
Os sonhos não movem países, mas a força da verdade sim. Só que às vezes demora muito tempo a chegar e já chega tarde.
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